quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ENTRE MENINOS E HOMENS…

“Quando eu era menino…” — disse Paulo sem nostalgia do tempo decorrido...
Assim deveria ser com todo homem satisfeito com a alegria da maturidade.
Sim! Lembrar do tempo em que se era menino na fé em Cristo, mas não com saudade.
Menino faz meninice...
Paulo, no texto acima, retirado de I Coríntios 13, não diz qual era a sua meninice, mas nos dias que ele já fora apenas um menino... Também ele havia sido um dia um menino.
Entretanto, considerando que ele diz que a maturidade de um homem somente é alcançada quando o homem aprende o caminho sobremodo excelente, a vereda do amor, então, é para se supor que a meninice de Paulo fora confiar mais na certeza da verdade do que na verdade do amor.
O fato que até em Cristo [e, sobretudo, em Cristo...] Paulo viu que as coisas poderiam ficar pequenas e infantis, conforme ele via na fé dos discípulos de Jerusalém [com os que estavam com Tiago], alguns deles ainda tão meninos e presos ao que já não era...
Entretanto, Paulo fez a viagem toda... Não nasceu escrevendo aos Efésios. Teve que viver...
Teve todas as fases de impressões...
Línguas, profecias, curas, milagres, ciência, sabedoria, fé, coragem altruísta, esperança, tudo.
Não demorou, no entanto, para que ele visse que sem amor toda aquela construção seria tão sem sentido quanto o era a tentativa de agradar a Deus pela Lei apenas.
Era possível que um cristão virasse fariseu pela simples observância da fé em Jesus, porém, sem amor e misericórdia.
Ora, certamente foi a partir de si mesmo que Paulo também discerniu as infantilidades [de fato: transitoriedades] anteriores da revelação nas Escrituras, de acordo com o tempo de maturidade do povo, na sequência histórica que se pode acompanhar pela Bíblia.
Ele teve que não apenas deixar a mente de um fariseu educado aos pés do Rabino Gamaliel, e que ainda muito jovem já se destacava no meio de todos, ganhando poder, confiança e prestigio. Sim! Ele teve que deixar também a tentação de conciliar a fidelidade à Torá, ao Velho Testamento, com o fato de que em Jesus a maior de tudo aquilo deixara de ser ou de ter qualquer valor: tornaram-se apenas sombra de coisas que em Jesus haviam sido realizadas e consumadas.
Paulo nada diz, porém, eu creio, pelo que sinto no modo como ele se serve do Velho Testamento em suas cartas, que seu modo de sentir os textos das Escrituras levava em consideração as épocas e os contextos; porém, a ênfase da leitura era sempre espiritual e centrada em Jesus.
Para mim, falando de como eu sinto os textos, é mais ou menos assim:
A linguagem do Gênesis, por exemplo, segue o modelo narrativo universal, que até as crianças podem entender.
O Êxodo é um livro da pré-adolescência da fé, com todas as aventuras da hora e do tempo da libertação.
Os demais livros narram a juventude rebelde de Israel.
Os profetas são as vozes que se levantam contra o estado adolescente de Israel, em face do fato de que já deveriam ser adultos, mas não eram.
Os salmos são os espasmos da lucidez da alma ante a cegueira do povo, a maior parte deles.
O Cativeiro em Babilônia foi o “Campo de Concentração” no qual a criancice idolátrica de Israel foi curada, pelo menos no que tangia à primitividade da manifestação do que fosse idolatria grosseira.
O interregno entre a idade adulta escravizada e a vinda do Messias, Jesus, foi um tempo de idade adulta carente e perdida...
Então vem o que é...
Vem Jesus!
Nesse ponto a Revelação se plenifica.
Já não há mais nada a ser acrescentado.
A Palavra se Encarnara.
Deus está conosco.
Porém o povo das Escrituras não discerniu a Palavra.
Entretanto...
Sobre um dia ter sido criança e andado na direção da maturidade no amor, o que percebi foi que assim como foi na linearidade da história, assim tem sido também comigo como individuo.
Todos os que estamos andando no Caminho da Vida em Jesus tivemos o tempo gênesis, a fase êxodo, as rebeldias enfrentadas por profetas, os próprios exílios e enganos; e, sobretudo, a chegada do tempo das desilusões salvadoras, quando fica apenas Jesus e a pessoa; sem nada mais entre ambos.
Assim segue...
Este é o processo...
Encantamento... — gênesis.
Libertação de cativeiros... — êxodos.
Excesso de auto confiança e rebelião... — reis e templo.
Culto ao si mesmo... — as ameaças de cativeiro.
Cativeiros outras vez... — Babilônia sempre volta.
Solidão. Silencio — sem profetas.
Então, Deus em Plenitude!
Somente a Palavra.
Assim foi com Israel. Assim foi com Paulo. Assim é comigo. Assim está sendo com vocês. Com nós todos.
O caminho sobremodo excelente faz a viagem toda...
Por isto é que para Paulo tudo o que não fosse ainda somente a Palavra e somente amor, conforme Jesus, ainda era coisa de menino.
Assim, aprende-se que no Caminho todos temos estado..., embora andando em meninice.
Todavia, o que se afirma é simples:
Pode-se fazer a viagem para sempre..., mas ela somente se conclui quando o amor passa a ser [no Caminho] o caminho sobremodo excelente.
Foi assim na história linear da REVELAÇÃO... Até a Encarnação do Amor: Jesus.
É assim na viagem pessoal de auto-conhecimento e de crescimento na Revelação; até que a Palavra vá se tornando amor, amor, amor em nós.
Todos nascemos bebês. Todos já fomos meninos. Já nos distraímos com muitas coisas... Mas ninguém se torna adulto em Cristo enquanto não aceita que o Dogma é apenas amor; e que sem amor toda "adulteza" é mera criancice.
Sim! Sem amor Abraão é apenas um velho obcecado; Moisés é um narcisista preferindo um trono no nada... do que qualquer segundo lugar no Egito...
Sem amor, Josué pode ter tido fé, mas o sol apenas tostaria a sua cabeça... Davi, sem amor, seria apenas um adultero e homicida, surtado pelo ego.
Sem amor os profetas nada fizeram de bem para si mesmos. Sem amor Daniel seria apenas um serviçal vendido a qualquer que fosse o rei ou o reino.
Sem amor a Lei se tornava trevas e morte...
Sem amor nada existe no homem que Deus chame de ‘adulto’.
Sem amor, Paulo entendeu, nada tem valor algum. E mais: discerniu que qualquer outra compreensão era ainda ilusão de menino.
Nele, que é amor,
God bless you!
No deserto mas com camelo!

Ricardo Piconi
 
Oi, Ricardo

Belíssima analogia que vc faz!!!
Seguindo a sua lógica, estaríamos, então, entrando num período de maturidade, de intimidade com Deus e de maior compreensão de seus mistérios!...
Porém, se olharmos à volta, vemos de tudo; e entre um extremo e outro, há homens na meninice e outros na maior maturidade possível.
Entendo assim que o mundo e a vida são como aquelas escolinhas de antigamente onde, numa mesma sala, conviviam alunos de vários anos, separados em filas, com seus respectivos conteúdos sendo ministrados pela mesma professorinha, que se esforçava ao máximo para dar conta de tantas demandas, como se pode imaginar numa situação dessas...
Seja como for, alunos da vida que somos, mirando diariamente a misteriosa mas eficaz pedagogia divina, vemos nossos colegas-irmãos mais novos avançando por lições pelas quais já passamos e aprendemos, ao mesmo tempo que vislumbramos ou inferimos/intuimos, sem compreender completamente, os mais velhos, naquelas pelas quais ainda passaremos. Tudo ao seu tempo...
Nessa escola maravilhosa, todos, a bem-dizer, ensinam a todos; todos, no fundo, aprendem, "com(-)tudo" e com todos!
Mistérios da vida, mistérios de nossa própria evolução, tanto individual quanto coletiva.


Abs.


Fernando Hello

segunda-feira, 26 de julho de 2010

SOBRE O #AMOR...

Pessoal,
Vejam reflexão interessante do Contardo Calligaris:
http://contardocalligaris.blogspot.com/2010/05/coragem-do-amor-que-dura.html
Abs, Gilberto Canto.

Oi, Gilberto
... sem dúvida, o amor é uma construção e leva tempo.
Mas no consumismo de hoje, não se tem tempo para construir: quer-se a coisa pronta "prêt-a-porter"!
Feliz ou infelizmente, nos relacionamentos interpessoais isso não é possível...
Acrescento que, para Lacan, o amor é tido como uma dimensão de desconhecimento: segundo ele, "amar é dar o que não se tem"!
Percebemos, assim, que não é tão simples...: é em função disso que muitas relações acabam, segundo a dedução da lógica lacaniana, seja por se descobrir o que o outro não tem e, portanto, sequer poderia me dar, revelando assim a dimensão do engodo (desconhecimento); seja por eu próprio me negar a dar algo que efetivamente não tenho, alimentando a dimensão do desconhecimento sobre mim no/pelo outro.
Por essa lógica, o amor revela-se sempre uma espécie de "folie-a-deux" que necessita ser alimentada constantemente, mas nunca desmascarada...
Porém, indo além, como superar essas e tantas outras fragilidades!?
Ou como entender que algo assim tão delicado e sutil sustente estrutural e essencialmente toda nossa vida?
Definitivamente, é preciso amar e cuidar do próprio amor, sempre sentindo-o, nunca decifrando-o!?...
Grande mistério de Deus, Ele próprio, puro amor!!!
Abs
Fernando Hello

sexta-feira, 15 de maio de 2009

SOBRE A EVOLUÇÃO DO #ENSINO DE MATEMÁTICA !!!

[Enviado por uma amiga Professora Universitária]

Relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58.Dei à balconista R$ 2,00 e peguei na minha bolsa 8 centavos, para evitarreceber ainda mais moedas.A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora,aparentemente sem saber o que fazer.Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centavos de troco, mas ela nãose convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e elaaparentemente continuava sem entender.Por que estou contando isso?Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foiassim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda .Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ouR$ 80,00.Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.Escolha a resposta certa, que indica o lucro:( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5.. Ensino de matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.O lucro é de R$ 20,00.Está certo?( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2007:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00.O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

Prezada
Eu acrescentaria:

7. Ensino de Matemática em 2009:
Um cortador de lenha NÃO consegue vender um carro de lenha por R$ 100,00... em função da crise econômica.Também em função da crise econômica, o custo de produção ficou em R$ 130,00 !!!Se vc for brasileiro e souber ler, responda:( ) ...deveria consultar o SEBRAE mais próximo; ( ) ... deveria urgentemente se cadastrar no Bolsa Família; ( ) ... deveria lançar sua candidatura a Deputado Federal; ( ) ... deveria fazer um curso EAD em "Gestão de Futuro";( ) ... deveria fazer Coaching para Gestão de Carreira;( ) ... n.d.a. (não deixe para amanhã...)... esse cara tá frito.

8. Ensino de Matemática em 2059:
Um cortador de lenha NÃO consegue vender um carro de lenha por MS$ 100,00... em função da crise econômica crônica que começou em 2008.Também em função da crise econômica crônica, o custo de produção ficou em MS$ 330,00 , pois não existe mais lenha (o que é isso, mesmo?...) facilmente disponível no planeta!!!Se vc for MercoSulAmericano, souber ler e ainda estiver vivo, não precisa responder. Você já está A-PROVADO!

Bjs

Fernando Hello

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A CRISE E O MERCADO DA #EDUCAÇÃO [... MAS EDUCAÇÃO PARA O MERCADO DE TRABALHO!!!...]

[E-MAIL RECEBIDO DE UM AMIGO]
See how crisis is impacting the jobs market for the students who invested a lot (years, efforts and money) in an outstanding school and now doubt if the investment worth...
http://video.nytimes.com/video/2009/04/17/business/1194839618058/life-after-wharton.html?ref=business

[MINHA RESPOSTA AO E-MAIL]

Prezado amigo
[... paradoxalmente, esses jovens já começaram "investindo" muito mal,... na própria escolha profissional... ainda mais vindos de Warthon!... Quanta ironia!!!... Realmente, estamos vendo coisas que nunca imaginaríamos ver...]
Por isso mesmo,... penso que é temerário vc "investir educacionalmente" nesta ou naquela profissão, em função do retorno financeiro que o mercado de trabalho venha a lhe oferecer... É uma armadilha pois o mercado é volátil, muda ao sabor dos ventos e as garantias de retorno são imprevisíveis... Quando vc terminar seu curso, a bola da vez é outra...
Educação é algo muito mais amplo que aprender um ofício para se ganhar (muito dinheiro) a vida. Nesse ponto sou mais tradicional e opto pelo "investimento vocacional": quem acerta na vocação, acerta na missão e, eventualmente, na pior das hipóteses de um precário retorno financeiro, a realização é muito mais palpável, às vezes na dignidade das mais humildes profissões.
Afinal, não se pode ter dois senhores... dura primeira lição aos noviços do Capital nas ruínas da Catedral de Wall Street...
Ah,... que pena...
Abs
Fernando Hello

[... posteriormente, em sua resposta, ele me recomenda ler "Escritos sobre Educação - Niestzsche" (Loyola - 2003) que, segundo ele, complementa esses aspectos que apontamos... Vamos conferir!]

COMENTÁRIOS APÓS UM #TREINAMENTO DOS FACILITADORES DO PROGRAMA "SISTEMA DE GESTÃO EMPRESARIAL"-SGE-RECURSOS HUMANOS, NO SEBRAE-SP

Prezados [colegas Facilitadores do SGE-RH-SEBRAE-SP]
Foi muito bom estar com vcs todos esses três dias. Confesso que reabasteci minhas baterias... pensei muito sobre nossas práxis e ainda estou elaborando muito do que vivenciamos juntos.
A convivência, mesmo que breve, com tanta gente tão experiente, sempre nos possibilita um realinhamento, uma reavaliação e uma ressignificação de nossa própria prática.
Nesse sentido, o nosso encontro foi extremamente positivo para mim.
Diante de uma realidade cada vez mais árida e desafiadora, que tantas vezes vemos estampada em nossos educandos e em nós mesmos, de repente tive a sensação de que somos aqueles que acreditamos naquele "algo mais", no espírito que vai além da técnica e que, em última instância, dá sentido, valor e transcendência a tudo aquilo que fazemos, dignificando nosso trabalho e seus resultados.
E esse espírito que nos torna o que somos e que também dá sentido à Educação que praticamos é que está cada vez mais ameaçado, tácita e explicitamente, nos mais diferentes discursos, situações e contextos que tão bem conhecemos!
Nessa linha, é importante que essa chama, que temos o dom de alimentar e transmitir e que, por sua vez, nos re-alimenta a todos, não se apague.
Mantê-la acessa é parte da essência de nosso trabalho, é nosso desafio, nossa missão! (... mesmo que seja à distância!)
Grande e [já] saudoso abraço a todos.
Fernando Hello

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

SOBRE A CRISE FINANCEIRA ATUAL

A CRISE, PAI! (estória enviada por um amigo)

"Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros quentes. Ele não tinha rádio, televisão, não lia jornais, mas produzia e vendia excelentes cachorros quentes. Se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o produto em voz alta e o povo comprava. As vendas iam sempre muito bem e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender à grande quantidade de fregueses. O negócio estava "bombando" a olhos vistos, porque o sujeito vendia o melhor cachorro quente, com o melhor serviço da região.
Conseguia não só sustentar a familia, como pagar a melhor escola da cidade para o único filho.
O filho cresceu e foi estudar economia na FGV; depois rumou para Harvard para uma pós-graduação. Finalmente formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele:
– Pai, o que é que o senhor fez com aquela big tevê de tela plana em alta definição, que eu enviei dos Estados Unidos para o senhor e para a mãe? Ou, pelo menos, o senhor não ouve rádio? Não está sabendo da crise mundial e que o Brasil caminha também para uma situação gravíssima? A coisa tá feia – o país vai quebrar. O senhor não pode continuar trabalhando do mesmo jeito – é preciso mudar o rumo; se prevenir; seguir o exemplo das grandes empresas.
Depois de ouvir as considerações do filho, o pai pensou:
– "É. Se o meu filho que estudou e virou doutor em economia, lê jornal, vê televisão, tem certeza disso que ele me disse, só pode estar com a razão".
Com medo da tal crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato, começou a comprar salsichas mais baratas e, para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.
Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas "providências", as vendas começaram a cair e foram despencando até chegar a níveis insuportáveis. O negócio de cachorros quentes do velho comerciante, que antes gerou recursos a ponto de levar o filho para a Universidade de Harvard, quebrou.
O homem, triste, falou para o filho:
– "Pois é, meu filho, você estava certo mesmo. Estamos no meio de uma crise; coisa que eu nunca vi na minha vida."
E comentou, orgulhoso, com os amigos:
– "Bendita a hora que eu fiz meu filho estudar economia! Ele me tirou de uma puta enrascada. Graças a Deus, ele me avisou dessa tal crise!"
Ói, procê vê.
"

MEU COMENTÁRIO:
Prezado:
Interessante essa estória...
Porém fiquei com a sensação de que, nas entrelinhas, ela critica e desvaloriza a educação formal, especialmente a universitária... em função do senso comum pois, por ele buscamos apenas nossa sobrevivência imediata, sem crítica, sem socialização ou cultura.
Sem dúvida, a ciência ainda não resolve tudo e mais: para se resolver um problema, criamos outros tantos...
Creio que a complexidade do nosso mundo é crescente, os paradigmas se desmancham um após outro; temos que agir localmente mas pensar globalmente; os problemas são mais e mais difíceis e inéditos, os sistemas econômicos e da informação, principalmente, ganham autonomia e vida própria, gerando efeitos colaterais indesejáveis e nós não conseguimos mais fechar essa verdadeira "caixa de Pandora" do mundo pós-moderno.
Porém, creio que temos que correr atrás do prejuízo e a ciência e a educação, formal e informal, são uma, repito, uma das ferramentas de que dispomos. Existem muitas outras.
Creio que vivemos num momento de transição e crise permanentes, onde a velocidade do entendimento e da compreensão dos fatos e seus desdobramentos não acompanha a velocidade dos acontecimentos. Como diz Ortega y Gasset: "Não sabemos o que está acontecendo e é isso o que está acontecendo!" Só depois, no après-coup!
Porém, ainda há muitas coisas que, sem dúvida, se aprendem na escola! Não podemos pular, nem simplesmente negar e desqualificar essa etapa em função de uma realidade que escapa!
Mesmo pq os exemplos dessa depreciação vc tem de sobra, especialmente no planalto central do país!
Abs

Comentário sobre o resultado das Eleições-CONSU-UNICAMP

Prezados
Envio o link para vcs acessarem o resultado das eleições para o CONSU_UNICAMP.
Infelizmente, não foi dessa vez...!Considero, no entanto, que tive uma excelente votação pois, não sou conhecido na Universidade e, para uma primeira vez, até que superou minhas expectativas! (a mala direta da SG não chegou a todos os recantos da Universidade... sendo barrada pelo web-master, principalmente, na área da saúde, reduto de chapas tradicionais...)
Agradeço sua assessoria e sugestões!...
Apenas sinto o fato de que os que foram eleitos são os mesmos e bem conhecidos ocupantes antigos... tanto da situação quanto da oposição, e que já tiveram sua chance em outros carnavais... Nenhum integrante novo!!!... Nenhum candidato independente!!!...
Concluo que o sistema, inclusive o eleitoral, é extremamente resistente à mudança, à transformação e à inovação.
É pena!
Também, que as pessoas votam simplesmente em quem "conhecem", e não em novas propostas, idéias e visões compartilhadas... ou seja, em novas possibilidades!
De qualquer forma, serviu como experiência e aprendizado! (... sem dúvida, é preciso acreditar numa causa para distribuir folhetos na porta da universidade, carro a carro, no corpo a corpo nas Unidades de Ensino e nas bocas de urna!...)
É mostrar a quê viemos,... é comprometer-se, é mostrar a cara! Sem dúvida, um exercício único!Mesmo diante desse resultado, que diz muito e que mostra a clara opção da maioria dos trabalhadores da universidade, foi uma experiência para não mais se esquecer!

Resultado das Apurações_Eleição_CONSU_UNICAMP

Abs